Lisboa recebe a Pura Sede a 28 e 29 de março de 2026, no espaço Duro de Matar, junto ao Tejo. A feira dedicada exclusivamente ao vinho natural reúne este ano cerca de 50 produtores de Portugal, França, Itália, Espanha, Alemanha, Hungria, Áustria e Chile — todos com uma premissa comum: uva, fermentação, e o mínimo de intervenção possível.
O nome diz tudo. Em português, pura sede é a sede sem artifício.
Vinho natural: nada adicionado, nada retirado
Para os organizadores da Pura Sede, a definição é simples: vinho natural é vinho como sempre foi feito, antes dos aditivos e da enologia corretiva. Intervenção mínima na vinha e na adega, respeito pelo ciclo natural da fermentação, e transparência total sobre o processo.
A feira é, antes de mais, um espaço de conversa direta entre produtor e consumidor — uma oportunidade rara de perguntar a quem faz o vinho o que natural significa para cada um. Porque as respostas, como os vinhos, variam.
50 produtores de 8 países
A edição de 2026 reúne uma seleção geograficamente diversa. De Portugal, destacam-se nomes como Casa de Mouraz (Dão), Talha Mafia Wines (Alentejo), GEEK Vinhos (Dão), Ciclo Vinhos (Alentejo), Grau Baumé & UNDO (Douro), Quinta do Montalto (Lisboa), Barroca da Malhada (Beira Interior), XXVI Talhas (Alentejo) e Casa de Vilapouca (Vinho Verde), entre muitos outros.
Do estrangeiro chegam produtores de referência como Causse Marines e Melsolo (França), In Sordina (Veneto, Itália), Homoky Dorka Wines (Tokaj, Hungria), Armin Kienesberger (Áustria, viticultura biodinâmica) e No Es Pituko (Chile) — uma presença sul-americana que sublinha o alcance crescente do movimento natural.
“Em vinho como na vida: menos é mais, quando o menos é bom.”
Vinho natural em Portugal: um movimento em crescimento
Portugal reúne condições únicas para o vinho natural: castas autóctones de grande expressão, solos antigos e produtores com ligação histórica à terra. Regiões como o Alentejo — com a tradição das talhas de barro —, o Dão, a Beira Interior e o Douro têm sido berço de alguns dos projetos mais interessantes do movimento natural português.
A presença de produtores como Talha Mafia Wines e XXVI Talhas na Pura Sede é também um reconhecimento de que a ancestral tradição das talhas alentejanas é, em essência, a forma mais pura de fazer vinho que existe em Portugal.
Horário profissionais: abertura às 11h00
Horário público: abertura às 13h00
Bilhetes: — Dia 28 ou 29 (profissional): 20€
— Fim de semana completo (profissional): 30€
— Fim de semana completo (público): 40€
Data e hora: 28/03/2026 - 29/03/2026
Lugar: Duro de Matar, Av. Infante Dom Henrique 151, Lisboa
Preço: 25€