Em 2025, as vendas mundiais de Vinho do Porto registaram uma evolução moderada. Segundo o Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), o preço médio por litro foi de 5,74 euros, uma ligeira queda de 0,4% face a 2024.
Nas Categorias Especiais, o preço médio atingiu 11,90 euros por litro, com uma variação negativa de 1,5%, refletindo pressão sobre os vinhos de maior valor.
Mercados em crescimento
O crescimento das vendas foi impulsionado por países da Europa Central e do Norte, além de mercados asiáticos. Destacam-se:
- Chéquia: aumento expressivo nos preços médios, acima de 30% nas categorias especiais.
- Polónia: subida acentuada nas categorias especiais, apesar de estabilidade nos vinhos base.
- China: crescimento nos três principais segmentos, com forte recuperação nos vinhos de maior valor.
- Finlândia e Suécia: aumentos consistentes no engarrafado e nas categorias especiais.
- Suíça: evolução positiva contínua, com destaque para os vinhos premium.
Mercados em retração
Alguns mercados tradicionais enfrentaram quebras relevantes:
- Estados Unidos: queda acentuada nas categorias especiais (cerca de -10%).
- Canadá: quebras em todos os segmentos.
- Japão: forte recuo nas categorias especiais.
- Noruega e Lituânia: retração no vinho engarrafado.
- Austrália: queda no segmento base, mas ligeira recuperação nas categorias especiais.
Tendência na União Europeia e mercado interno
O desempenho nos países da UE foi estável, com nuances:
- Espanha, Itália, Áustria: ligeiras correções negativas.
- França, Países Baixos, Irlanda: crescimentos moderados.
- Portugal: mercado interno estável, com pequenas oscilações nos preços.
Enfoque nos vinhos e categorias
As Categorias Especiais continuam a ser determinantes na valorização do Vinho do Porto.
A procura por vinhos premium aumentou em mercados com consumidores mais experientes ou com maior poder de compra. Os vinhos base registaram menor variação, mantendo-se como segmento de entrada em mercados tradicionais e emergentes.
Contexto vitivinícola e implicações para o setor
O desempenho de 2025 reflete uma conjuntura de ajustamento. Mercados históricos mostram sinais de saturação ou de adaptação a novos padrões de consumo.
Em contrapartida, países com apetência por vinhos de qualidade, como China ou Chéquia, impulsionam a valorização do produto.
O futuro das exportações dependerá da capacidade do setor em reforçar a presença nos mercados fora da Europa Ocidental e em consolidar a oferta de vinhos de valor acrescentado.

