A marca Proibido, integrada no projeto de Márcio Lopes, apresentou o Proibido Vinha da Luísa 2022, o primeiro vinho desta parcela no Douro Superior. O lançamento completa, pela primeira vez, o conjunto dos quatro vinhos de parcela do projeto, todos de produção limitada e origem específica no Douro.
O Proibido Vinha da Luísa 2022 tem origem na Quinta do Pombal, no Douro Superior.
A vinha foi plantada em 2019 e integra o segundo campo experimental do projeto Proibido. Com este lançamento, a marca passa a reunir quatro referências de parcela, cada uma associada a uma vinha distinta e a uma abordagem vitícola e enológica própria.
Foco vínico: casta, vinificação e perfil
O vinho é produzido exclusivamente a partir da casta Alvarelhão, numa vinha com 0,5 hectares. A fermentação decorreu com pisa suave de cacho inteiro, seguida de um estágio de 15 meses em barricas usadas. O teor alcoólico é de 12%.
A produção é limitada a 580 garrafas, com um preço de venda ao público de 60 euros. O Proibido Vinha da Luísa 2022 obteve 93 pontos da Wine Advocate, publicação associada a Robert Parker.
Os quatro vinhos de parcela da marca Proibido
Com a apresentação desta nova referência, a marca Proibido passa a integrar:
- Proibido Vinha da Luísa 2022, Douro Superior, Alvarelhão
- Proibido Vinha Velha do Pombal 2022, expressão central da Quinta do Pombal
- Proibido Vinha da Sofia 2020, primeira edição de vinho de parcela do projeto
- Proibido Vale do Rio Pinhão 2022, proveniente de uma vinha com mais de 90 anos em Vale Mendiz, no Cima Corgo, plantada exclusivamente com Tinta Roriz
O Vale do Rio Pinhão resulta de um trabalho de recuperação de vinhas em socalcos pré-filoxéricos, com pisa a pé em pequeno lagar e estágio de 15 meses em barrica. A produção ronda as 600 garrafas.
Contexto do projeto no Douro
Desde a aquisição da Quinta do Pombal, em 2015, o projeto liderado por Márcio Lopes tem-se afirmado no Douro através da valorização de castas autóctones, da experimentação controlada e da leitura detalhada das diferentes parcelas.
Em 2024, o projeto expandiu-se com a aquisição da Quinta do Malhô, em São João da Pesqueira. No ano seguinte foi lançado o primeiro azeite biológico da marca, Proibido Olival Centenário, produzido no Vale do Rio Torto a partir de oliveiras centenárias.
Vinhos premium e o segmento dos 60 euros em Portugal
Em Portugal, o preço do vinho varia de forma significativa. Na base do mercado encontram-se vinhos de grande distribuição, com preços a partir dos 2 a 3 euros por garrafa, destinados ao consumo quotidiano. Entre 5 e 10 euros situa-se um segmento muito representativo, com vinhos regionais e DOC de boa relação qualidade-preço. A faixa dos 10 aos 20 euros concentra vinhos com maior ambição, produções mais controladas e, frequentemente, algum estágio em madeira.
A partir dos 40–45 euros, entra-se no segmento geralmente considerado premium no mercado português. Entre 50 e 80 euros, encontram-se sobretudo vinhos de produção limitada, muitas vezes de parcela ou origem muito delimitada, com forte identidade territorial, trabalho vitícola detalhado e reconhecimento crítico.
É neste patamar que se posiciona o Proibido Vinha da Luísa 2022, com um preço de 60 euros: um vinho de nicho, de produção muito reduzida, centrado na expressão de uma parcela específica do Douro Superior.
No topo do mercado surgem vinhos de estatuto histórico ou icónico, como o Pêra-Manca Tinto, cujo preço ronda atualmente os 380 euros por garrafa, ou o Júpiter, produzido em quantidades extremamente limitadas e com valores que podem ultrapassar os 1.000 euros. Nestes casos, o preço reflete sobretudo escassez, reputação consolidada e forte procura internacional.
