Os Vinhos do Alentejo iniciam em 2026 um novo ciclo de internacionalização com o objetivo declarado de duplicar as exportações até 2031.
A meta integra o Plano Estratégico dos Vinhos do Alentejo 2026–2031 e materializa-se através de um programa conjunto lançado pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana e pela AICEP, centrado na capacitação dos produtores e na criação de valor sustentável nos mercados externos.
O programa “Exportação como Motor de Valor – CVRA & AICEP” marca uma mudança na forma como a região aborda os mercados internacionais, privilegiando planeamento estratégico, conhecimento dos destinos de exportação e consolidação da competitividade das empresas vitivinícolas.
O arranque está marcado para 13 de janeiro, na Rota dos Vinhos do Alentejo, e destina-se a produtores com diferentes níveis de experiência na exportação, desde empresas em fase inicial até projetos já consolidados no exterior.
Segundo a AICEP, a internacionalização exige visão estratégica e capacidade de execução, enquanto a CVRA sublinha a exportação como eixo central do desenvolvimento do setor vitivinícola regional num contexto de forte concorrência global.
A iniciativa inclui análise de tendências internacionais do vinho, partilha de boas práticas entre produtores experientes e apoio direto da rede nacional e internacional da AICEP, alinhando-se com os objetivos de longo prazo definidos no Plano Estratégico 2026–2031.
Posição dos Vinhos do Tejo no mercado nacional de vinhos certificados
De acordo com os dados apresentados para 2025 (jan–set), os Vinhos do Tejo ocupam uma posição intermédia no mercado nacional de vinhos tranquilos certificados, tanto em volume como em valor.
Em volume, o Tejo representa 4,1% do mercado nacional, posicionando-se atrás de regiões líderes como Alentejo, Douro, Minho e Península de Setúbal, mas à frente de regiões de menor expressão, como Beira Interior, Algarve, Beira Atlântico, Trás-os-Montes e Terras de Cister. Este dado confirma que o Tejo mantém um peso relevante em quantidade, embora distante dos grandes polos produtores.
Em valor, a quota do Tejo é de 4,2%, valor muito próximo do registado em volume, o que indica preços médios alinhados com a média nacional, sem o diferencial positivo observado em regiões como Minho ou Douro.