O Aviso (extrato) n.º 1233/2026/2, publicado no Diário da República n.º 15/2026, Série II, de 22 de janeiro, estabelece os valores das taxas de certificação dos vinhos e produtos vínicos a aplicar em 2026. Os dados, divulgados pelo Instituto da Vinha e do Vinho, IP, abrangem todas as Comissões Vitivinícolas Regionais (CVR) e definem os montantes por litro cobrados aos produtores, conforme o tipo de vinho.
Vamos ver uma comparação entre os valores mais altos, mais baixos e médios praticados em cada região.
Custos por tipo de vinho
As taxas variam consoante o tipo de vinho certificado: tranquilo (DOP e IGP), espumante/VEQPRD e licoroso. Os valores mostram grandes diferenças entre regiões.
Vinho tranquilo DOP
- Mais caro: Algarve, Távora-Varosa, Setúbal – 0,030 €/L
- Mais barato: Açores – 0,005 €/L
- Média geral: cerca de 0,022 €/L
Vinho tranquilo IGP
- Mais caro: Algarve, Távora-Varosa – 0,030 €/L
- Mais barato: Açores – 0,003 €/L
- Média geral: cerca de 0,019 €/L
Vinho espumante
- Mais caro: Távora-Varosa – 0,045 €/L
- Mais barato: Açores e Lisboa – 0,010 €/L
- Média geral: cerca de 0,031 €/L
Vinho licoroso
- Mais caro: Península de Setúbal – 0,057 €/L
- Mais barato: Açores – 0,010 €/L
- Média geral: cerca de 0,035 €/L
Ranking das CVR por custo total
Com base nas categorias mais representativas por região, os valores mais altos concentram-se em:
- Península de Setúbal: destaque pelo valor mais alto na certificação de vinho licoroso (0,057 €/L)
- Távora-Varosa: maior taxa para espumantes e valores elevados no vinho tranquilo
- Algarve: taxas uniformemente altas em todos os tipos
- Açores: valores consistentemente baixos, entre 0,003 €/L e 0,010 €/L
- Lisboa: taxas reduzidas em espumantes e moderadas nas restantes categorias
Diferenças entre regiões
A variação de preços reflete a diversidade dos custos operacionais, da escala produtiva e da tipologia dominante em cada região. Regiões com forte presença de vinhos espumantes ou licorosos, como Távora-Varosa e Setúbal, apresentam taxas superiores.
Já regiões como os Açores e Lisboa praticam valores mínimos, em parte pela dimensão da produção e políticas de incentivo regional.

