Porque Caiu a Produção de Vinhos Portugueses em 2025?

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A produção de vinhos portugueses registou uma quebra significativa na campanha 2025/2026. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), as declarações de colheita e produção totalizam 5,9 milhões de hectolitros, o que representa uma redução de 14% face à campanha anterior.

producao vinho 2025

A informação confirma a tendência já antecipada pela previsão de vindima publicada em julho, que apontava para uma descida de 11%.

A queda agora confirmada é ainda maior e coloca a produção nacional 16% abaixo da média das últimas cinco campanhas.

Regiões mais afetadas

Segundo a tabela oficial do IVV, quase todas as regiões sofreram descidas relevantes:

  • Douro: –34%
  • Alentejo: –19%
  • Algarve: –20%
  • Trás-os-Montes: –18%
  • Bairrada: –14%
  • Lisboa: –4%
  • Tejo: –8%

As maiores perdas em volume total concentram-se no Douro e no Alentejo, que, somados, representam cerca de 780 mil hectolitros de redução.

Regiões com crescimento

Duas regiões destoam da tendência negativa:

  • Açores: +221%
  • Beira Interior: +2%

Os Açores, embora com produção baixa em termos absolutos (12 mil hl), apresentam uma variação excecional, visível no mapa e na tabela da página 3. A Beira Interior mantém a sua trajetória de estabilidade, com ligeiro crescimento.

Produção por tipo de vinho

Os gráficos da página 2 mostram que o vinho tinto continua dominante, representando 53,9% da produção nacional.
Os vinhos brancos reforçam a tendência de crescimento dos últimos anos, ultrapassando 2,3 milhões de hectolitros, equivalentes a 39,4% da produção total.
Já os rosados mantêm-se nos 6,7% do volume nacional Informa__o_Mercado_11_2025_Prod….

Produção DOP e IGP mantém peso dominante

As categorias DOP e IGP representam 91% da produção nacional, mantendo-se como o núcleo central do vinho português certificado.

Impacto no sector e desafios para 2026

A descida de 14% coloca desafios adicionais ao mercado do vinho português, sobretudo num contexto de pressão internacional e necessidade de reforçar exportações. Ao mesmo tempo, a quebra generalizada poderá valorizar mais a oferta disponível, caso a procura interna e externa se mantenha estável.