Programa da vindima Quinta da Atela em Alpiarça
A Quinta da Atela promove o seu programa de colheita no dia 29 de agosto de 2026. A atividade decorre no concelho de Alpiarça entre as 9h00 e as 11h30 da manhã.
O evento tem a lotação limitada a 35 participantes para assegurar o acompanhamento técnico do grupo. A inscrição custa 24 euros por pessoa e inclui as ferramentas de trabalho e o material de proteção.
A vindima Quinta da Atela junta a recolha manual de uvas nas parcelas de vinha às etapas de transformação na adega. O itinerário contempla uma refeição tradicional no campo e a pisa a pé nos lagares de pedra.
Esta iniciativa enquadra-se no calendário anual de eventos de vinho organizados na região vitivinícola do Tejo. Todo o percurso é acompanhado pelos monitores e pela equipa de enologia da propriedade.
Passeio de trator e colheita manual nas vinhas do Tejo
O dia começa com o embarque num trator adaptado para percorrer os 130 hectares de vinhedo da propriedade. O trajeto cruza os diferentes talhões onde crescem castas brancas e tintas adaptadas aos solos de aluvião.
Durante o percurso, os técnicos explicam a influência do microclima do rio Tejo no desenvolvimento das videiras. A paragem seguinte acontece na parcela selecionada para a colheita do dia.
Cada participante recebe tesouras adequadas para a poda e baldes para o transporte dos cachos. A equipa ensina a cortar o pedúnculo sem danificar os gomos que darão fruto no ano seguinte.
A vindima Quinta da Atela exige a seleção rigorosa das uvas diretamente no cepo. Os cachos danificados ou imaturos são rejeitados na vinha para preservar a qualidade do mosto.
A bucha ribatejana e a prova de vinho no campo
Após o trabalho de corte nas fileiras, a organização serve a tradicional bucha ribatejana no meio da vinha. Esta refeição matinal inclui pão regional, enchidos da lezíria, queijos e broa de milho.
A pausa recria o momento histórico de descanso das antigas brigadas de trabalhadores rurais de Alpiarça. O repasto reforça as energias do grupo antes da deslocação para o complexo da adega.
O serviço da bucha é acompanhado por uma prova de vinho produzida na própria herdade. Os participantes provam os rótulos locais em harmonização direta com a gastronomia ribatejana.
A degustação no próprio terreno de cultivo permite analisar a frescura e a estrutura das bebidas da quinta. O enólogo presente comenta as características das colheitas anteriores e as particularidades da colheita atual.
Processo de vinificação na adega e pisa a pé nos lagares
O grupo deixa o campo e segue até à adega para acompanhar a entrada das uvas colhidas. O fruto passa pelo desengaçador mecânico para separar os bagos dos engaços antes de entrar no lagar.
A etapa seguinte é a pisa a pé em lagares de granito e calcário. Os visitantes descalçam-se e entram na tina para esmagar as uvas com o peso do próprio corpo.
Este método ancestral rompe a película da uva sem esmagar as sementes interiores. A técnica evita a libertação de taninos amargos que prejudicam a qualidade da bebida.
A pisa favorece uma extração homogénea de cor e compostos aromáticos das películas. A adega conta também com cubas de inox com controlo de temperatura para a fermentação de outros lotes.
História da Quinta da Atela e o terroir de Alpiarça
A Quinta da Atela possui origens históricas documentadas que recuam ao ano de 1346, no reinado de D. Afonso IV. A propriedade pertenceu à Ordem de São Bento de Avis e manteve sempre a vocação agrícola.
A herdade abrange mais de 600 hectares totais situados no coração da Lezíria do Tejo. Os solos aluvionares e a proximidade do leito do rio garantem terreno fértil e rega natural.
As amplitudes térmicas do verão ribatejano aceleram a maturação dos açúcares nas uvas. Variedades brancas como Fernão Pires e Arinto encontram aqui condições ideais de cultivo.
A produção destas castas resulta num vihno branco com acidez equilibrada e notas cítricas marcadas. A vindima Quinta da Atela permite compreender a influência deste terroir na tipicidade das uvas locais.
Guia prático e logística para a vindima Quinta da Atela
A inscrição prévia é obrigatória através do correio eletrónico [email protected] ou dos números telefónicos indicados. A confirmação da reserva depende do pagamento prévio dos 24 euros por participante.
A organização oferece a cada inscrito uma t-shirt e um chapéu de palha para proteção solar. Recomenda-se o uso de calçado fechado e resistente, como botas de caminhada ou sapatilhas de desporto.
O ponto de encontro é na receção principal da quinta, situada junto à Estrada Nacional 118 em Alpiarça. O espaço dispõe de parque de estacionamento gratuito para automóveis e veículos pesados de passageiros.
Quem viaja a partir de Lisboa deve utilizar a autoestrada A1 até Santarém e atravessar a ponte D. Luís. O trajeto pela via IC10 demora cerca de 15 minutos até à entrada da propriedade.
O enoturismo em Alpiarça e os vinhos da região
A visita à propriedade pode ser combinada com outros pontos de interesse cultural no concelho de Alpiarça. A Casa dos Patudos e a Reserva Natural do Paul do Boquilobo ficam a curta distância da herdade.
A loja da adega permanece aberta no final da atividade para quem deseja adquirir garrafas da produção local. A oferta inclui lotes de colheita, reservas, espumantes e azeite produzido nas oliveiras da herdade.
A prova de vihno tinto na loja complementa o conhecimento adquirido durante a pisa nos lagares. O contacto direto com a equipa esclarece as etapas técnicas de envelhecimento em barrica.
A atividade termina às 11h30 da manhã, permitindo aos participantes almoçar nos restaurantes de gastronomia típica de Alpiarça. O enoturismo no Tejo ganha assim uma vertente prática e acessível a todo o público.
Data e hora: 29/08/2026 (9:00) - 29/08/2026 (11:30)
Lugar: Quinta da Atela, Alpiarça
Preço: 24€