Exportação de vinho português sobe 6,1% em março 2026

vinhos portugal 2026

As exportações portuguesas de vinhos e mostos cresceram 6,1% em março de 2026 face ao mesmo mês do ano anterior, atingindo 78,6 milhões de euros — o valor mais alto dos últimos dois anos para este mês. Os dados constam da análise ao Comércio Internacional publicada pelo Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), com base em informação preliminar do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Exportação de vinho a crescer, importação também

No primeiro trimestre de 2026, as exportações acumuladas de vinhos e mostos chegaram aos 204 milhões de euros, num contexto em que as importações também registaram crescimento.

Face ao período homólogo de 2025, as exportações variaram -6,0% em termos acumulados — reflexo de um primeiro trimestre de 2025 excecional — mas a tendência mais recente é positiva: em março, o crescimento mensal face a fevereiro foi de 19,3%.

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Do lado das importações, o primeiro trimestre de 2026 totalizou 41,6 milhões de euros, um aumento de 17,6% face ao período homólogo de 2025. Em março, as importações mensais foram de 15,3 milhões de euros, com uma variação de 12,3% face ao mês anterior.

Balança comercial de vinho mantém-se positiva

O saldo da balança comercial de vinhos e mostos continua claramente favorável a Portugal. Em 2026, o saldo passou de 182 milhões de euros em 2025 para 162 milhões, uma redução de 19 milhões que reflete sobretudo o crescimento mais expressivo das importações relativamente às exportações no acumulado do trimestre.

Ainda assim, com exportações a mais do quádruplo das importações — 204 milhões contra 41,6 milhões no acumulado janeiro-março —, o vinho português mantém uma posição sólida no comércio externo nacional, sendo um dos produtos agroalimentares com maior peso positivo na balança comercial do país.

A análise do GPP abrange o conjunto dos setores agroalimentar, da silvicultura e da indústria florestal e da pesca e aquicultura, com base na Nomenclatura Combinada (NC) e na classificação por Grandes Categorias Económicas (CGTE).